sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Aí vem Machu Picchu!

Caros amigos de viagens,

Finalmente anuncio a minha aguardada expedição a Machu Picchu e não só!

Nos últimos dias livres a que tenho direito não poderia deixar de visitar esta maravilha da humanidade. Mas também aproveitarei para explorar a cidade imperial de Cuzco e quiçá, caso haja tempo e facilidades climáticas, a região da selva amazónica mais próxima de Cuzco (ou a Reserva Natural de Manu ou Puerto Maldonado).

O meu objectivo principal será chegar a Machu Picchu pelo chamado Caminho Inca, contudo segundo as notas quase sempre exactas do meu guia este caminho geralmente fecha em Fevereiro para manutenção…mas vamos lá ver se consigo furar as regras!

Relativamente à selva amazónica as coisas ainda estão um pouco na fase de projecto pois nesta altura do ano é época húmida na selva e os caminhos tornam-se em autênticos lamaçais.

Até breve!




Esta foto é interessantíssima pois na Austrália são cangurus, na Europa veados ou vacas…neste caso são Camelídeos!

Não sei se sabem mas no Peru as principais espécies de Camelídeos são as Lamas (já domesticadas e utilizadas para transporte de cargas), Alpacas (semi-domesticadas e que se
criam pela sua lã e carne), Vicuñas (selvagens e fortemente protegidas. Também por vezes se criam pelo seu pêlo valioso) e Guanacos (selvagens e parece-me que são parecidos com as vicuñas).

Em seguido mostro-vos um rico bife de Alpaca…que exteriormente parece uma costeleta de porco mas o sabor não tem nada a ver. Este bifão de Alpaca foi por mim ingerido em Arequipa e digo-vos que demorei alguns dias para o digerir pois a
esta altitude as carnes mais robustas tornam-se pesadas. Não é por acaso que se come bastante frango nas regiões andinas.


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Val* y Val**

Retomando o relato da minha incursão por terras chilenas…


Foi curioso que as cidades que posteriormente visitei, ao deixar para trás as portas da Patagónia, começavam justamente pela mesma sílaba “Val”…


…Valdivia e Valparaíso!




Na realidade Valdivia nunca esteve nos meus planos iniciais…contudo a gestão da viagem de regresso tem sempre os seus imprevistos interessantes.


Ainda nunca falei disto no blogue mas penso que é interessante transmiti-lo … aqui por estas bandas como as distâncias entre dois locais visitáveis são imensas a viagem de regresso tem que estar sempre na nossa mente pois andar e andar feito maluco para um determinado local pode implicar que não tenhamos possibilidade de regressar a tempo aos nossos compromissos, neste caso laborais. Mas o mais complicado é fazer a viagem de regresso de tal forma que esta não implique a perda das horas valiosas do dia. Além disso temos que ter sempre em atenção aos imprevistos normais desta região do globo.

Desta forma uma viagem implica sempre alguma gestão cuidadosa e por outro algum “feeling” nas decisões tomadas.


Foi precisamente o que tive que fazer no meu regresso ao ponto de origem, Santiago do Chile. Estava eu em Puerto Montt, a 1000 km de distância de Santiago, e já passavam das 23h da noite. Tinha perdido o meu último autocarro para a capital! Tive duas opções a tomar na manhã seguinte, tendo em conta que me faltavam 2 dias para o meu voo de regresso, depois de alguma gestão de possibilidades e imprevistos; ou viajava durante o dia para Santiago, o que à partida era o mais seguro pois iria permitir que estivesse por perto do aeroporto do qual levantaria voo mas por outro lado iria perder um dia devido à longa viagem em questão, 14h mais ou menos; ou então viajaria para um ponto relativamente próximo donde estava e logo no final do dia tomava um daqueles autocarros nocturnos para Santiago.


Decidi-me pela segunda opção e para tornar as coisas mais arriscadas decidi não ir directo a Santiago no final do dia mas a Valparaíso. De Valparaíso, segundo as informações que tinha, deveriam haver bastantes autocarros para Santiago o que me permitiria sair lá pró meio da tarde de Valparaíso de forma a chegar a tempo, mas às justas, a Santiago e assim tomar o meu rico voo para Lima!


Tudo correu na perfeição, até tive tempo de ler qualquer coisita num jardim de Santiago e comer um cachorro num restaurante de influência americana. Mas o mais porreiro é que fui pró aeroporto no tal “aerobus” que deveria ter tomado na minha chegada caso não tivesse sido enganado :)


Relativamente aos locais em questão vou ser parco em palavras pois as imagens revelarão a maioria das suas particularidades.


Valdivia é uma cidade lindíssima, tranquila, verdejante, universitária, situada numa região de afluência de diversos rios (Región de los Ríos), que nos agracia com diversos lobos-marinhos gigantes! Sim é verdade, existem vários lobos-marinhos que repousam nas tranquilas águas do rio que banha a cidade. Simplesmente sobem alguns km deste mesmo rio que desagua no Pacífico para serem recompensados com restos de peixe do mercado ribeirinho.


A marginal de me iria proporcionar uma autêntica ida ao jardim zoológico!


...uma interessante espécie de ave...


Os tais lobos marinhos que marcaram a minha viagem a Valdivia!


O tal mercado ribeirinho...que era invadido por lobos marinhos, aves piscatórias, pelicanos...e turistas!

As ruas organizadas de Valdivia.

...plataformas utilizadas pelos lobos marinhos para descansar...tendo em conta a sua vida muito agitada!

...jardim botânico da Universidade Austral do Chile.



A costa da região de Valdivia, com os sempre presentes pelicanos...



Mais lobos marinhos para terminar. É invejável a tranquilidade que revelam durante as suas siestas...e acabei por não descobrir como é que eles chegavam às plataformas :)



Valparaíso, cidade património da humanidade pela UNESCO, é actualmente sede do Congresso Nacional do Chile que foi deslocalizado de Santiago. As suas colinas viradas para o pacífico recordaram-me as de Lisboa, talvez pelas ruas velhas, estreitas, coloridas e inclinadas, talvez pelos vários elevadores que vencem as inclinações em favor da população mais idosa, não sei…as imagens me defenderão ou não!


Também Valparaíso é sinal de Troleys, como aqueles que quase não recordo do Porto, e de Pablo Neruda. Numa das suas colinas repousa uma das casas no qual residiu o mais internacional poeta chileno.


...ruas de Valparaíso com os seus velhinhos Troleys...


...casa de Pablo Neruda! Também queria ter uma assim...

Duas vistas possíveis do topo das colinas.

Casona Mirador de Lukas, reputado cartonista chileno!

..um dos muito presentes ascensores de Valparaiso...


Valparaíso é isto!

...Museo a Cielo Abierto...é basicamente um circuito percorrido através de uma extensa escadaria e que nos permite observar diversas pinturas murais de artistas conhecidos....

Uma praça interessante de Valparaiso.


...esta colina, ou cerro como lhe chamam os chilenos, não vos faz lembrar qualquer coisa?

Hasta luego Chile!

Uma coisa é certa…espero voltar ao Chile pois as portas da Patagónia ficaram abertas e o convite para a explorar não se perdeu …

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

...voo à vista?

Arequipa, 15 de Janeiro de 2009! ------> Sentadinho num avião, 15 de Fevereiro de 2009!

Pois é meus amigos, oficialmente falta um mesito para o meu regresso a Portugal!
Mas será que voltarei nessa data?? hummm.....

São tantos os locais que ainda gostaria de visitar...mas neste mês é quase imperativo que tenha que visitar Machu Picchu!

Parece ridículo mas falta-me esta grande maravilha...no entanto admito que se por acaso voltasse sem visitar Machu Picchu não seria tão crítico...pois regressaria com o feito de ter quase visitado todo o Peru e vários arredores :)

Hasta pronto!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

...às portas da Patagónia!

O chile é deste tamanho!

Já estamos no décimo segundo dia do novo ano, pelo menos ainda no Peru, e já estava na altura de publicar mais qualquer coisita. Desta forma relatarei sem seguida a minha passada viagem ao Chile...ocorrida nos inícios de Novembro...sei que já lá vão bons meses mas tenho que seguir uma certa ordem cronológica...para que todos os relatos das próximas viagens tenham uma certa lógica.


Voltando a Novembro de 2008…

…imaginem que têm 7 dias livres para viajar e cujo ponto de partida é um pequeno povo andino, algures a 4000 metros de altitude no centro do Peru, que destino escolheriam?

De facto as possibilidades são imensasmas de certeza que “as portas da Patagónia” não seria o destino que vos surgiria de imediato. O mesmo aconteceu comigo, no entanto tudo tem uma explicação lógica…

…no meu caso este destino surgiu po
is ao pensar em visitar o Chile de imediato o meu subconsciente associou-o à tão desejada Patagónia…contudo como o tempo era limitado e as distâncias incrivelmente largas…as portas da Patania foram uma opção razoável :D

Mas pergunto eu retoricamente, porquê
o Chile e não Machu Picchu (uma vez que ainda não o visitei)?

Pode parecer um pouco ridículo à partida mas estar vários meses a trabalhar e a viajar em zonas remotas do Peru onde os padrões civilizacionais a que estamos habituados estão longe de serem alcançados leva-nos a buscar ansiosamente por algum conforto que nos recorde a nossa querida “casa”…e como só algumas zonas já visitadas de Lima me poderiam satisfazer porque não explorar o Chile, um vizinho próximo e acessível que por acaso até é considerado o país mais desenvolvido da Arica do Sul.

Posso dizer que saí renovado do Chile e que pela primeira vez desde que parti de Portugal me senti como estivesse na velha Europa…gostei da tranquilidade e descontracção dos chilenos a circularem nas ruas de Santiago, de sentir que se valorizava a arte especialmente a contemporânea, gostei de saber que o debate de ideias estimulantes era uma realidade, adorei repousar nos jardins com história, surpreendi-me pelo facto da qualidade das infra-estruturas e de vida não estar concentrada apenas na capital…simplesmente admirei esta empatia inesperada com os chilenos…

À parte destes pequenos aspectos, que para mim se tornaram marcantes nesta grande aventura que já dura há vários meses, o Chile também apresenta paisagens naturais incríveis que em seguida mostrarei…

Para terminar esta breve introdução queria
revelar-vos um pensamento curioso que me surgiu nesta cruzada por quase metade da extensão do Chile. Neste momento encaro o Chile como uma amostra transversal da Europa, isto é, a longa faixa do território chileno pode ser encarada como uma faixa de território europeu invertida que começa no Árctico e termina no deserto do Sara com a diferença que no caso chileno esta diversidade geográfica se encontra concentrada no mesmo país. Portanto, o território Antárctico corresponde ao Árctico, a Terra do Fogo à Lapónia, o distrito dos Lagos (que cheguei a visitar) à Alemanha, Santiago e Valparaíso na zona central ao Mediterrâneo e o deserto de Atacama ao deserto do Sara.

Trajecto percorrido...

A minha viagem por sua vez começou com uma outra longa viagem e com o término da minha presença na obra de Reciclado…por volta das 4h da manhã saí eu definitivamente do pequeno povo andino de Huallanca em direcção a Huaraz para tomar um novo autocarro em direcção a Lima…passado quase um dia de viagem cheguei finalmente à capital para sua vez me dirigir ao Aeroporto para de uma vez por todas levantar voo com rumo a Santiago do Chile.

...a obra passada, com neve!

1 Português e 6 Peruanos.

O ziguezague da estrada reabilitada...

A caminho de Lima!

Pensava e
u que teria 5 horas de voo até Santiago, o que me permitiria descansar qualquer coisita, contudo constato que chego duas horas antes do previstonão sabia que havia uma diferença horária de 2 horas, também quem pensaria isso sabendo que o Peru e o Chile estão praticamente no mesmo alinhamento? Uma coisa é certa…estes chilenos sabem o que fazem…porque no Peru às 18h já é de noite infelizmente…

Admito que mal aterrei no Chile me senti um
pouco perdido pois sem o meu guia Lonely Planet as coisas tornam-se mais complicadas para um viajante independente…e estupidamente caí naquelas ratoeiras básicas para quem tem algum experiência na arte de viajar, ou seja, dar trela àqueles melgas que se encontram nas saídas do aeroporto a oferecerem serviços de transporte até ao centro da cidade. Ainda hoje me pergunto por que raio caí...contudo fui transportado até ao meu “hostel” numa luxuosa carrinha com um motorista particular bastante atencioso. Uma recepção em grande portanto…MAS o mais ridículo ainda foi aquela parte de dar uma gorjeta ao homem… :)
Mudando de assunto….

Estive inicialmente 2 dias em Santiago
onde simplesmente usufrui dos aspectos citadinos da mesma (jardins, cas, ruas e praças com animação, metro, centros comercias, manifestões culturais…), dos seus museus e das vistas proporcionadas pelos 2 principais “cerros” da capital Chilena. Não me esquecerei do céu agradavelmente limpo que me foi agraciado, uma vez que a poluição atmosférica é um problema crónico desta capital andina. Tamm tomei consciência de que no actual território chileno coabitaram e coabitam diversos grupos indígenas, sendo os “Mapuches” talvez os mais conhecidos e os que constituem na actualidade o maior grupo minoritário do Chile que é na sua grande maioria habitado por descendentes de europeus. Recordo que o Peru, em oposição, é um dos três países com maior população indígena da América Latina.

Boca de incêndio animada com o Palacio de la Moneda como pano de fundo...

...subindo ao cume do Cerro Santa Lucía!

Enquanto subia deparei-me com a calçada do gigante lá do sítio, já não necessito de ir à Irlanda :)

Santiago de arriba!

...mirando no outro sentido...onde se podia avistar ao longe a brancura da cordilheira do Andes chilenos!

Fachada do Museu Nacional de Bellas Artes!

...arte? Ou uma simples recolha solidária de roupas usadas?

A 3ª versão que já vi do famoso quadro "Las Meninas" de Velásquez. Depois da original em Madrid, da versão de Picasso em Barcelona...agora esta de Cien Fuegos!

Tranquilas calles!

Plaza de armas!

"Ahora" panorâmica de Santiago desde o cume do Cerro San Cristóbal!

Queres jogar xadrez?


Com a mente concentrada nas portas da Patagónia lá parti no final do 2º dia em direcção a Puerto Montt, situado a 1000 km mais a sul. Foram 12 horas de viagem nocturna em autocarro, actualmente uma rotina perfeitamente normal para mim, que me permitiram constatar que o Chile de facto é um país com padrões europeus de desenvolvimento. Esses 1000 km de trajecto foram na sua totalidade percorridos em auto-estrada de duas faixas de rodagem e o grau de desenvolvimento das povoações ao longo do percurso não diminuía drasticamente mal nos afastávamos da capital, como acontece no Peru, em que claramente Lima é capital e o resto é paisagem. Este comentário pode parecer um pouco estranho para nós europeus, habituados a determinados padrões de desenvolvimento e a uma homogeneidade entre as regiões, mas passado vários meses a viver fora de Lima aperceber-me que existe um país algures na América do Sul que se assemelha à nossa realidade é entusiasmante. Também é importante referir que com este comentário não quero denegrir a imagem do Peru simplesmente quero frisar que o Peru ainda necessita de caminhar mais alguns passos, e está no caminho certo, para alcançar a realidade europeia.

...já bastante mais a sul!

Puerto Montt

Mal cheguei ao terminal terrestre de Puerto Montt, tomei um “banhoque” na própria estação, que tinha uns bons balneários públicos e eram utilíssimos para viajantes independentes, e ingressei de imediato num tour pelas atracções naturais da região “Los Lagos” que em tempos recebeu várias famílias alemãs “contratadas” pelo Chile para colonizarem as terras selvagens das portas da Patagónia…

...algumas das atracções...

...Laguna de Llanquihue, que banha a verde ci
dade de Puerto Varas e é vigiada por três vulcões…

...Vulcão Osorno cuja pico está sempre coberto de neve… Na base deste lindíssimo vulcão, que poderia ter escalado se tivesse tido mais tempo, almoçamos um inesquecível salmão acompanhado por um bom vinho chileno na sala de jantar de uma típica casita de madeira…

Vulcano Osorno



A melhor parte do tour começou com uma breve navegação no “Lago de Todos los Santos” que constituí uma via
de acesso por meio dos andes até à vizinha cidade de Bariloche na Argentina. Curiosamente foi por este lago que Che Guevara entrou no Chile vindo da Argentina durante a sua longa viagem pela América Latina, cuja cena está fantasticamente retratada no filme “Diário de Motocicleta de Che Guevara”…e esta hein?



Windsurf em altitute!


A cereja no topo do bolo foi “delicadamente colocada” com a visita aos designados “Saltos de Petrohué“… Não me esquecerei dos longos minutos de tranquilidade que a simples observação da natureza envolvente me proporcionou!



O sul do Chile é mesmo isto…a natureza no seu esplendor…no seu estado selvagem…mas em que o conforto da civilidade está rapidamente ao alcance de qualquer um.


Nessa mesma noite fiz uma coisa que qualquer viajante experiente não costuma fazer…que é viajar para um determinado local, ainda por cima remoto, no qual se chegará de noite, sem qualquer mapa do mesmo e sem nenhum hotel reservado…no meu caso nem tinha sequer visto as ofertas de alojamento do tal local. Mas o que é viajar sem estes “pequenos” pormenores? Sem esta adrenalina miúda?

Ora que fiz foi atravessar o canal que sepa
ra Puerto Montt da “Isla Chiloé”, a maior ilha da América do Sul, de ferry boat durante a noite e percorrer durante algumas horas a mesma até chegar à pequena austral povoação de Castro por volta da meia noite…depois de várias longos momentos de busca incessante por um simples abrigo, em que até tive a estupidez, imaginei só, de recusar um alojamento por meia dúzia de euros pois acreditava que iria encontrar algo mais baratito…lá consegui encontrar um quartito confortável numa casa de turismo rural…em que foi recebido calorosamente pela dona da casa. Foi como se tivesse chegado a casa de um familiar :D

O melhor foi quando na manhã seguinte tom
ei o pequeno-almoço na calorosa cozinha…em que me serviam deliciosos pãezinhos com café com leite como fosse um convidado da casa… por momentos pensei que estivesse mesmo na minha casa…

A ilha Chiloé é conhecida pelas suas igrejas totalmente construídas com madeira, no caso de Castro pelas suas c
oloridas palafitas, mas o mais interessante desta ilha é de longe a sua reserva natural à beira mar plantada…com praias intermináveis banhadas pelo frio Oceano Pacífico. Até o conhecido Charles Darwin no seu livro “Viagem do Beagle” menciona as suas praias…ele próprio esteve algum tempo a viver nesta reserva onde descreve os indígenas que então habitavam a mesma.

A povoação mais a sul da ilha, Quellón, é frequentemente utilizada pelos turistas para embarcarem em expedições à Patagónia, nomeadamente aos glaciares de São Rafael.

palafitas...

Igreja de Castro

Igreja de Ancud...situada numa ilhota ao largo da Ilha Chiloé...é necessario efectuar a travessia através de um Ferry Boat!

Detalhe da base de apoio dos pilares de madeira da Igreja de Ancud!

Sopinha de marisco.

Como sempre durante as minhas viagens encontro sempre companhia de aventuras, desta vez foi a Carmen, do Brasil, e o Manuel, do Chile. Adorei as valentes caminhadas que fizemos juntos pela praia, as nossas agradáveis conversas e as cervejitas que bebemos no único bar que existia num raio de quilómetros.

Reserva Nacional da Isla Chiloé!

Ainda queria acrescentar que em toda a minha estadia por esta ilha imaginei várias vezes a travessia da Patagónia por Fernão de Magalhães…que esteve muito próximo, senão é que não esteve, dos locais por qual passei.

Assim termino o relato de uma parte desta aventura por terras chilenas que em breve terminarei em futuras publicações no blogue…
Valdivia e Valparaíso serão os próximos destinos!

Até breve!